Hoje dediquei certo tempo a ouvir músicas que há muito não ouvia. Então vasculhei meus arquivos musicais e encontrei alguns cantos gregorianos que até já tinha esquecido. Por um de modo especial, me alegrei ao ouvir, pois o procurava e pensava tê-lo perdido, o Stabat Mater.
Na agora chamada forma extraordinária do Rito Romano o Stabat Mater aparece como sequencia da Missa das dores de Nossa Senhora das Dores, dia 15 de setembro, festa. Para a Forma Ordinária é apenas memória e a sequencia é facultativa. Lamentável que se tornou um canto desconhecido da maioria dos fiéis, já que é praticamente uma catequese mariana. Parece-me oportuno neste tempo quaresmal que possamos meditar o conteúdo do Stabat Mater.
Ao celebrar o Mistério Pascal de Cristo encontramos a Mãe de Deus aos pés da cruz, com seu imaculado coração traspassado pela dor. O seu sofrimento unido ao sofrimento redentor. Sua entrega total nos ensinando fidelidade. A cooperação de Maria na redenção não é ma necessidade, evidente, mas Deus a desejou. Desde a preservação da mancha do pecado até sua gloriosa assunção e intercessão materna no céu.
Peçamos à Maria que nos ensine a dizer sim a Deus, nos ensine entregar o nosso tudo aos pés da cruz na certeza de que em breve poderemos cantar juntos o júbilo da ressurreição.
O canto abiaxo não é o que eu ouvi, mas não perde em nada em beleza e maestria

